Antes de se tornar masoquista
Esse insano se chama Apolo. Sempre foi um cara comum e tido por muitos como normal. Até que passa a ver que tudo que acontece onde vive não foge de um ciclo viciante e que as pessoas não estão dispostas a se surpreender, a ser diferente e sair do uniforme. Nesse momento ele condena tudo e todos sem se dar conta de que ele já teve essa mesma atitude.
Apolo é um brasileiro que serve como diplomata em Sidney, Austrália.
Nasceu e cresceu no Rio de Janeiro, onde tinha um modo de vida exemplar. Formou-se em psicologia e em música, prestou um concurso público para diplomacia e realizou seu sonho de morar na Austrália.
Imaginou que iria viver em um paraíso, e realmente iria, porém, sem saber o que viria pela frente.
Com uma condição financeira invejável e com a expectativa de viver em um país espetacular, Apolo decola no avião com sua equipe.
Para Apolo se adaptar com o ambiente e com as pessoas, demora um pouco, mas não vá pensando que ele é um coitado, depressivo e rabugento.
Já havia passado uma semana que Apolo estava na Austrália, tempo suficiente para ele perder toda a sua timidez e expor toda a alegria e satisfação que tinha. E foi exatamente isso que ele resolveu fazer.
26 de janeiro, Austrália Day, feriado nacional. Apolo vai para a praia com Jamis, seu melhor amigo dentre a equipe de cinco diplomatas. Jamis é um homem muito humorado, por isso Apolo conseguia ter uma amizade bem estruturada com ele.
Eles vão para a praia. Jamis com sua prancha e Apolo com seu violão.
(Johny Moraes)
Observação
Antes de dar continuidade vou esclarecer uma coisa. Isso aqui não é uma autobiografia. Não estou relatando a história da minha vida como alguns têm comentado. No decorrer da ficção é natural que Apolo (Protagonista) sinta coisas que eu já senti e passe por coisas que eu já passei ou gostaria de ter passado. Isso é natural porque o objetivo dessa estória, como alguns já desconfiaram, é dizer por meios enigmáticos coisas reais que eu presenciei. Mas as coisas pelas quais ele vai passar e sentir baseado em mim vão ser casos isolados.
Se não entenderam o que eu quis passar com o primeiro episódio (Conflitos), que eu fiz às 4 horas da madrugada no final do ano passado após ter feito a música 'Insano', entenderiam muito menos as coisas que eu faço, penso e sinto. Confirmariam erroneamente a tese da minha loucura, o que para mim pouco importa, porém, não esperem que eu contribua para isso.
Sinopse
A estória que vai se iniciar desvendará o que pôde fazer da vida plácida de um brasileiro que serve como diplomata na Austrália, que é bem realizado financeiramente, possui um bom relacionamento de amizade, é popular e está onde sempre quis, se tornar esquizofrênica. Se tornando um homem estranho, que prefere ambientes sombrios e sem contato humano. Apresentará como uma paixão pode tornar um erro, pura ilusão. E mostrará que o romance muitas vezes torna alguém masoquista.
Dedicado a obter serenidade,
Deparo-me com uma vida
Que contém tudo que sua capacidade
Comporta de amargura.
Entre amor e felicidade,
A vida sempre me interrompe
Para apresentar-me
Rancor e ansiedade.
(Johny Moraes)
Uma noite como qualquer outra. A escuridão e o silêncio estavam ali como sempre. Todos dormindo, em busca do sono ou fazendo à mesma coisa que sempre antes faziam neste horário.
Tudo em volta parecia sombrio. Nenhuma presença de vida. Nada que agitasse, alegrasse ou causasse algum sentimento em um ser vivo.
Mas alguém de vida monótona abriu os olhos e viu tudo lindo. E quis curtir esse momento antes que passasse. E fez tudo o que podia. Pouco podia, mas tudo fez.
Quando o dia amanhece. . . Um belo dia! Todos que acordavam, olhavam na janela e viam tudo tão inspirador. O despertar daquela manhã eram risos eufóricos de alegria.
O alguém da noite passada acorda. Mas não com a disposição de antes. Estava contra si e a briga era feia.
Dizia: Sou tão idiota. Por que sou assim? Faço tudo errado e não fazer nada faz parte dos meus erros. Então como posso agir, se tudo que faço me leva a mesma ação, errar continuamente de forma involuntária e desperdiçando à vida, vida que nunca tive?'‘
Enquanto brigava consigo, vozes variadas chamavam seu nome na janela. Ele ainda não havia visto aquele dia mágico, porque dispensava todos que iam lhe chamar.
Esperava pela noite. Não uma noite badalada com gente dançando, cantando, pondo para fora o que possuem e para dentro o que outros lhe oferecem. Estava esperando a noite sombria, escura e silenciosa. E isso sempre encontrava. Pra que pudesse ter mais liberdade e espaço para brincar com ele mesmo e admirar o que encontrava de atraente nele, já que não encontrava em, mas neguem, mesmo tendo uma multidão ao seu redor.
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